Não é brinquedo
O feriado do dia das crianças não foi comum. Muitas dores, enjôos e vômitos, acompanhados do medo e indisposição que não permitiram se quer ir à missa da padroeira. Junto a isso, também existia uma certa desilusão causada pela curiosidade feminina e malandragem masculina, mas nada que uma conversa não pudesse resolver. Pelo menos a consulta médica estava marcada para outro dia.
Às dez da manhã o encontro com o médico e a possibilidade de ser uma infecção. Exames passados e agendados para o dia seguinte. Esse dia seguinte era a sexta-feira, 15 de outubro de 2011.
Às oito da manhã, após a coleta de sangue foi a vez da ultrassonografia. Não precisou muito esforço, no momento em que o aparelho foi colocado, a única oração pronunciada foi a do médico “Olha o que é Flal”. O barulho de um coração batendo toma conta da sala, acompanhado do choro da futura mamãe. Já estava lá há quatorze semanas.
Choro, muito choro e alto! Toda a clínica ouviu. O médico se viu obrigado a usar seus conhecimentos em psicologia para acalmar a paciente. E assim, sem nenhuma felicidade por segundo, ilusão ou expectativa, enfim confirmei que estava grávida.
Já ouvi que criança é uma benção e que filho é presente de Deus. Nunca duvidei disso, mas no momento não queria e nem precisava ter mais uma despesa na minha vida. Talvez o fato de ter sido criada sem pai e com uma mãe ausente, me tornasse essa pessoa extremamente racional e pé no chão. Aos vinte e quatro anos de idade, eu tenho um curso para terminar e um trabalho fixo para conquistar. Como fazer isso cuidando de um filho? Fora que assim como todas as mulheres do mundo, se fosse para sair da casa da minha avó acompanhada, que fosse pelo menos casada!
Pensamento antiquadro, talvez. Mas de certa forma, EU sou tradicional e sou muito feliz assim. Mas antes das perguntas do tipo “e só descobriu com 14 semanas, não se cuidou porquê?”. Afirmo que para isso são várias as respostas, e não cabe citá-las nesse espaço.
O que posso resumir é o fato de considerar todos os sintomas efeitos do estresse com o Trabalho de Conclusão de Curso em jornalismo e principalmente não querer acreditar na possibilidade de gravidez, mesmo com todos em volta confirmarem a situação. Mas chega um momento que não dá para escapar, e assim aconteceu...
Graças a Deus, minha família sempre me apoiou, e agora não seria diferente. Todos estão na expectativa. Aliás, as duas famílias! O namorado – que pelo menos ele já tem as etapas dos estudos/trabalho concluída- está feliz, cuidadoso e me apoiando em todos os sentidos. E de certa forma, é isso que me tranquiliza, e que me faz parar de chorar.
Dizem que após o nascimento, criarei um amor inenarrável pelo filho e estou aberta as possibilidades! Mas por enquanto o medo e a preocupação são maiores. Obvio que sei das minhas responsabilidades e estou tomando todo o cuidado para que minha “benção” não se sinta indesejada [passei a vida ouvindo isso e sei o quanto é horrível]. Estou gostando dos paparicos, preocupação de todos nos últimos tempos... .Aceito os planos de Deus na minha vida e se assim ele quis, assim farei a nossa missão.
A partir de agora, esse blog falará sobre tal assunto. Algo que não imaginei acontecer tão cedo, e que agora é só REcomeçar...
Tudo novo DE NOVO??
Olá queridos leitores!! [que coisa tosca]
Só comunicando que minha desculpa para não atualização do blog já não cola mais.
Graças a Deus entreguei e defendi o TCC de jornalismo e posso dizer sem culpa "isso não me pertence mais". Jornalista com diploma = ô vantagem
Nada disso! Foram quatro anos maravilhosos nos quais repetiria. E para justificar vale até musiquinha copiada por Nando Reis. “Você não vale nada mais eu gosto de você”.
Ok.
Dadas as satisfações, só o aviso de que as telhas de aranha foram tiradas.
Estou envolvidas com o projeto de Relações Publicas [meu eterno amor] e confiante que pelo menos isso, seja como sempre sonhei.
No campo pessoal continuo me decepcionado mas isso faz parte do crescimento.
No mais, aguardem...









